A minha Vontade quer fazer seu curso de luz.

A minha Vontade quer fazer seu curso de luz.

Jesus para Luisa
“Minha filha, o sol da sempre luz, não se cansa jamais de fazer seu curso e de investir a superfície da terra, e seu triunfo é quando encontra a semente para fazer-la germinar e desenvolver-la para multiplicar-la, a flor para dar-lé a cor e o perfume, o fruto para dar-lhe a doçura e o sabor. O sol com o comunicar seus efeitos mostra com feitos que é verdadeiro rei da terra, por isso triunfa quando encontra a quem poder comunicar seus efeitos e exercitar seu ofício real sobre toda a natureza; em troca onde não encontra, em certas terras, nem semente, nem flores, nem plantas, nem frutos, não pode comunicar seus efeitos, se os tem todos nele e por isso se sente sem triunfo, é como um rei sem súditos, que não pode exercitar seu ofício, e por isso, como indignado porque não pode comunicar seus efeitos queima tanto aquela terra, que a faz estéril e incapaz de produzir um quilo de erva. Agora minha filha, o sol é símbolo de minha Vontade e Ela por natureza sua, na alma onde reina quer fazer seu curso de luz, e como sua luz possui inumeráveis efeitos, não se cansa jamais nem se esgota, e por isso quer comunicar seus efeitos, e é seu triunfo quando encontra em ti disposições, em as que mais que sementes, flores e frutos pode comunicar seus efeitos, o perfume, o calor, sua doçura, que convertendo-se em conhecimentos que a Ela pertencem forma o encanto de seu jardim, e meu Fiat Divino mais que sol se sente rei que pode exercer seu oficio real, sente que não só tem seus súditos, senão também a sua filha, a que conforme comunica seus efeitos, suas manifestações, assim lhe comunica as semelhanças de rainha, e isto é todo o seu trinfo, transformar a alma em rainha e atavia-la com suas vestiduras reais. E com todas minhas manifestações sobre o Fiat Supremo formarão o novo jardim dos filhos de meu Reino, por isso quero dar sempre com sua luz seus efeitos em ti, para forma-lo rico e opulento de todas as espécies de flores, frutos e plantas celestiais, de modo que todos, atraídos pela variedade de tantas belezas, se sentirão como raptados e buscarão viver em meu Reino. Agora, se em ti faltarem as disposições para receber as comunicações dos efeitos do Sol da minha Vontade e tirar-los para escrever-los, para fazer conhecer o bem que Ela contém e seus inauditos prodígios, minha Vontade faria como sol, te queimaria, de modo que ficarias como terra estéril e infecunda, e ademais, como pode escrever só sem ti? Minhas manifestações devem ser palpáveis, não invisíveis, devem cair debaixo dos sentidos das criaturas, as coisa invisíveis ao olho humano não tem virtude de ver-las, seria como se te dissesse: ‘Escreve sem tinta, sem caneta e sem papel’. Não seria absurdo e irracional? Então devendo servir minhas manifestações para o uso de criaturas formadas de alma e corpo, também Eu tenho necessidade da matéria para escrever, e me deves dar tu, assim que tu me serves de tinta, de caneta e de papel, e com isto formo em ti meus caracteres, e tu sentindo-os em ti, os faz sair e os torna palpáveis com escrever-los no papel. Por isso tu não podes escrever sem Mim, te faltaria o tema, o sujeito, o ditado diante para copiar, por tanto não saberias dizer nada, e Eu não posso escrever sem ti, me faltariam as coisas principais para escrever: O papel de tua alma, a tinta de teu amor, a caneta da vontade. Por isso é um trabalho que devemos fazer juntos e de acordo de ambas as partes”.

Fonte: Libro de Cielo de Luisa Piccarreta. Parte do relato do dia 9 de Fevereiro de 1927. Tradução do Espanhol para o Português por JNW

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